
O encanto da vida e da arte
>Vivemos um sonho, sonhamos a vida ou alguém em algum lugar sonha a nossa vida e nossos sonhos? O universo onírico despertado nessas perguntas não é mero jogo de palavras. Não quando o assunto é o belíssimo Waking Life(em português, seria algo como “Vida em despertar”, mas os distribuidores nos pouparam da tradução, mantendo o título original no Brasil).
>> Dirigido e escrito por Richard Linklater, é um filme sobre sonhos, mas eu prefiro defini-lo como uma obra de arte sobre o sentido da vida.
>>> Pra começar, não é um filme, nem é desenho: é um desenho sobre filme ou um filme desenhado, dependendo do ponto de vista. Cabeça, dizem os que gostam de rotular tudo. E pode até ser. Mas, para usar a referência do cinema francês, freqüentemente rotulado de “cabeça”, Waking Life está mais para “Amelie Poulin” do que para “O Último Tango em Paris” (que, na verdade nem é francês, mas passa por).
>>>>> Sem cenas de sexo ou violência, é altamente recomendável pra quem gosta de pensar no que vê, ouve e sente.
+ Preste atenção especial: nas discussões sobre neo-humanismo, livre arbítrio e sobre a convivência entre o analógico e o digital. De um modo geral, o filme me pareceu um bom ponto de partida para uma discussão atualizada das teorias de Shri Shri Ánandamúrti.
+ Onde está passando: Em Porto Alegre, está no Guion desde sexta-feira e deve sair de cartaz essa semana.